Estereotipias em equinos

A equinocultura brasileira cresce cada vez mais, gerando inúmeros empregos e movimentando a economia. Para a otimização desta atividade, os equinos foram cada vez mais adaptados e confinados a ambientes fechados, visando o melhor controle de pastagens, a redução de doenças, o controle da qualidade de alimento e água, além da garantia de segurança do animal. Assim, a ambientação individual levou à modificação do comportamento natural da espécie, portanto, ao desenvolvimento de estereotipias.

As estereotipias são comportamentos não naturais, como a aerofagia, a mastigação de madeira, a falsa lambedura, o rolar de língua e o estalar de lábios, e podem trazer malefícios à saúde do animal como, por exemplo, cólicas gastrointestinais, e ainda, o desgaste inadequado dos dentes. Ademais, além das consequências graves para saúde dos cavalos, elas geralmente levam à depreciação do valor econômico do animal.

Muitos estudos são feitos sobre as estereotipias em equinos, devido à dificuldade de se saber qual animal irá desenvolver, visto que há fatores específicos que variam entre os animais, como o aprendizado, herança e fatores de risco ambientais onde o animal está inserido. Assim, deve-se levar em consideração a ociosidade, além do fato do consumo de alimentos concentrados com grãos, ao invés de forrageiras, o que causa uma redução no tempo de alimentação desencadeando o tédio do animal no tempo excedente ao da alimentação, fazendo com que ocorra a mastigação, aerofagia ou o hábito de roer madeira. Dessa forma, deve-se levar em consideração a ingestão de pequenas quantidades diárias de forragem.


Fonte: https://www.escoladocavalo.com.br/2017/04/13/o-que-sao-estereotipias-em-equinos/


Ressalta-se que a falta de contato social com outros animais e o caráter restritivo do confinamento faz com que esses equinos sofram mais com as estereotipias. Dessa forma, mesmo que não se tenha espaço disponível para soltar os animais, eles devem ter um tempo para a convivência com outros cavalos, sendo de extrema importância essa socialização para amenizar o estresse. Portanto, quanto maiores as restrições de liberdade e diminuição no exercício e duração do consumo de alimentos, maior será o risco de incidência dos vícios.

Fica evidente que a falta de conhecimento de alguns criadores leva a potenciais erros no confinamento desses animais, como a diminuição do espaço em que vive, e a limitação da convivência com outros animais, além do manejo inadequado. Assim, para o equino alcançar uma condição de bem-estar longe das estereotipias, precisa ter cuidado com a saúde, dieta balanceada e exercícios.

Portanto, a melhor prevenção para os transtornos é o conhecimento sobre criação e produção de equinos, fazendo uma análise adequada dos manejos, instalações e comportamento do animal, a fim de que produtores, profissionais e criadores alcancem o melhor desempenho animal. Você necessita de uma consultoria para conseguir atingir tudo isso na sua produção? Entre em contato através de nosso site, redes sociais ou e-mail para maiores informações!



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