Diabetes Mellitus Canina

A diabetes mellitus canina é uma das principais doenças endócrinas em cães, tratando-se de uma doença crônica sem cura que afeta negativamente a vida do animal e a do tutor, e que também representa um sério risco a vida do paciente caso o tratamento e o manejo adequados não sejam feitos de forma rápida. Tal doença vem ganhando destaque por estar sofrendo um crescente aumento no seu número de casos nos últimos quarenta anos, se tornando hoje a principal doença endócrina canina no Brasil.

Como ainda não existe uma cura para a diabetes, tal condição exige uma forte dedicação do tutor com o paciente, sendo fundamental que o mesmo mantenha um estreito canal de contato com o médico veterinário, que deverá auxiliá-lo em eventuais ajustes na terapia. Algum erro na terapia pode levar o paciente a desenvolver quadros ainda mais graves como a catarata diabética e a cetoacidose diabética, quadro médico emergencial onde o paciente se encontra com um elevado nível de açúcar e de cetonas no sangue podendo levá-lo a morte.

A diabetes ocorre devido a uma ineficácia de produção ou ação da insulina produzida no paciente. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que age abaixando os níveis de açúcar no sangue, quando esse hormônio não é secretado em quantidades suficientes ou quando o corpo do animal não responde ao estímulo da insulina o paciente é diagnosticado com diabetes, que por si só é caracterizada por uma alta concentração de açúcar no sangue, um aumento na quantidade de urina excretada e por distúrbios no metabolismo das proteínas, carboidratos e gorduras que levam o animal à uma perda de peso.

O surgimento dessa condição no paciente ocorre devido fatores nutricionais, imunológicos, inflamatórios e hormonais associados a fatores ambientais adversos e a complexos fatores genéticos, tendo como resultado o defeito na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos.



Fonte: Getty Images.


A diabetes mellitus canina pode ser na maioria dos casos associada tipicamente com a diabetes autoimune de humanos, também chamada de diabetes mellitus tipo I, onde o próprio indivíduo, devido fatores genéticos e ambientais possui uma autoimunidade contra as células do pâncreas responsáveis por produzir a insulina. Essa autoimunidade faz com que as próprias células de defesa do indivíduo destruam as células do pâncreas, levando à uma queda na quantidade de insulina produzida e secreta pelo organismo.

Contudo no Brasil observa-se que grande parte dos cães diabéticos são fêmeas não castradas. Nesse caso o mecanismo pelo qual ocorre o desenvolvimento da doença é a exaustão das células secretoras pancreáticas, graças ao efeito do hormônio do crescimento (GH) que é excretado em excesso, devido ao estímulo da progesterona liberada durante a fase de diestro das cadelas, ou seja, o período após a ocorrência do cio das cadelas. Assim, o GH por ser extremamente antagônico às ações da insulina, leva o organismo do animal a uma necessidade de aumentar a secreção da mesma, o que ao prolongar do tempo acarreta na exaustão das células pancreáticas, causando uma drástica diminuição na produção de insulina e causa o desenvolvimento da doença.

Hoje o principal tratamento da doença é a insulinoterapia, ou seja, a administração constante de doses de insulina no cão visando manter o nível de açúcar do mesmo adequado a espécie, nem muito elevado e nem muito baixo. Tal tratamento também deve ser acompanhado por um manejo nutricional adequado, do monitoramento do nível de açúcar no sangue e do monitoramento da ingestão de água, sendo necessário como dito no início do texto um grande comprometimento do tutor no tratamento de seu animal.

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Referências:

Pöppl,Álan; Tavares,Flávia; Souza, Raquel; Gimenes,Thais; De Marco,Viviani; Diabetes mellitus canina e felina, ABEV, 2018

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