Dermatofitose em pets: o que é e por que é tão importante?

A convivência entre pets e humanos a cada dia cresce, nos trazendo diversos benefícios. Para isso, devemos nos lembrar sempre de cuidar não só da nossa saúde como também dos pets. Uma das doenças que os cães e gatos podem infectar os humanos é a Dermatofitose, sendo de rápida transmissão por via do contato com os animais doentes e o ambiente. Mundialmente, segundo pesquisas, a doença acomete de 4 a 15% dos cães e mais de 20% em gatos, sendo boa parte animais que não apresentam sintomas, sendo considerados portadores assintomáticos.


Fonte: Dermatofitose em Gatos: Ainda Comum | Blog do Secad (artmed.com.br) - A saúde do seu pet deve sempre estar em dia, com consultas periódicas por um médico veterinário.


A dermatofitose, considerada uma zoonose, por ser uma infecção transmissível entre animais e humanos, envolve as infecções por fungos (micoses) que são causadas por dermatófitos, principalmente pelos fungos dos gêneros Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton. Principalmente os gatos, ao se contaminarem com esses fungos podem não apresentar sintomas, sendo denominados portadores assintomáticos, sendo capazes de eliminar o fungo de maneira espontânea. De acordo com pesquisas, cerca de 4 a 9% dos cães e de 17 a 80% dos gatos com a doença são portadores assintomáticos, o que demanda bastante atenção para esses casos e seu potencial de transmissão.

A evolução da enfermidade nos animais, ocorre a partir do momento que o fungo passa a colonizar pelos e unhas dos animais utilizando a queratina (proteína desses locais) para se desenvolver. A forma do fungo denominada artroconídio é a responsável pela infecção dos tecidos com queratina e podem estar presentes no sofá, cama, colchão e no ambiente de maneira geral, o que favorece a transmissão do mesmo.


Fonte: www.cptcursospresenciais.com.br/blog/dermatofitose-em-gatos/.

Os principais animais acometidos pela Dermatofitose são os felinos


A transmissão ao ser humano pode ser realizada por meio do contato direto com os animais acometidos ou de maneira indireta, por meio da exposição aos esporos desses fungos, os quais são extremamente resistentes, e são liberados pela descamação da pele e pêlos dos animais doentes, mas também pelo ambiente e outras fontes contaminadas. Nos seres humanos, o fungo pode afetar a face, o couro cabeludo, braços, mãos e abdômen, já que são áreas de maior contato com os animais.

Além disso, os sinais clássicos da Dermatofitose, em gatos, são lesões com falhas de pelos e circulares. Para o correto diagnóstico e seu tratamento, são necessários o acompanhamento e exames de um médico veterinário profissional. Já em seres humanos, os sinais clássicos são dependentes do sistema imunológico, podendo apresentar lesões com crescimento circular, podendo possuir pus. E para correto diagnóstico e tratamento desses sintomas é necessário o acompanhamento de um médico profissional.


Fonte: Dermatofitose em Cães: O Que É, Diagnóstico e Tratamento (amoraospets.com)

Por existirem pacientes sem sinais clínicos aparentes, é recomendável a consulta de um médico veterinário profissional para o correto diagnóstico e eventual tratamento da doença.


Outra questão fundamental é a prevenção dessa e outras doenças do ambiente, sendo o recomendável a limpeza e desinfecção de todos os locais em que o animal entra em contato com o ambiente, como brinquedos, cobertores e caminhas. Além disso, o isolamento de animais infectados dos animais saudáveis e também das pessoas saudáveis é uma medida para evitar a disseminação dos fungos.

Sendo assim, a Dermatofitose em sua grande incidência ocorre de maneira leve, porém pode evoluir e se tornar uma doença grave que pode levar a outras doenças paralelas, por isso, os animais devem sempre ser acompanhados por um médico veterinário profissional.

Caso tenha dúvidas a respeito ou queira conhecer mais a fundo sobre a Dermatofitose nos pets, entre em contato com um médico veterinário!


Referências:

ANDRADE, Verônica; ROSSI, G. A. M. Dermatofitose em animais de companhia e sua importância para a Saúde Pública - Revisão de Literatura. Revista Brasileira de Higiene e Sanidade Animal, São Carlos - SP, v. 13, n. 1, p. 142-155, jan./2019. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/55826/1/2019_art_vandrade.pdf. Acesso em: 1 fev. 2021.

PASCOLI, A. L. et al. Dermatofitose por Microsporum canis e Microsporum gypseum: revisão de literatura. - Revista de Educação Continuada em Dermatologia e Alergologia Veterinária , Jaboticabal - SP, v. 3, n. 9, p. 206-211, jan./2014. Disponível em: https://medvep.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Dermatofitose-por-Microsporum-canis-e-Microsporum-gypseum-revis%C3%A3o-de-literatura.pdf. Acesso em: 1 fev. 2021.

Perigo no ambiente. Revista Cães e Gatos - Vet Food, v. 36, n. 256, p. 46-47, dez. 2020. Disponível em: www.revistacaesegatos.com.br/pub/curuca/index2/?numero=256&edicao=11490#page/1. Acesso em: 09 de dez. 2020.


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