Brucelose: Conheça a Doença, Perdas Produtivas, Sintomas e Prevenção

A Brucelose Bovina é uma doença infectocontagiosa de grande relevância e ainda muito presente nos rebanhos bovinos no Brasil, pois pode causar principalmente aborto no terço final da gestação de vacas e orquite em machos, gerando grandes prejuízos a produção de corte e leiteira.

O parasito da Brucelose Bovina se aloja preferencialmente em vacas no período reprodutivo, especialmente na região uterina durante a gestação, já que o hormônio eritritol, presente no útero da vaca, propicia e estimula o crescimento da Brucella abortus. Consequentemente, por se tratar de uma doença infectocontagiosa, a bactéria também infecta machos e até mesmo humanos, por meio do contato com esses animais ou alimentos contaminados provindos deles.

O ciclo de vida do parasita se inicia pelo contato de um hospedeiro saudável com pastagens ou água contaminadas sendo as mucosas nasal, oral e ocular, os locais aonde o parasito consegue entrar no hospedeiro. O parasito pode chegar ao sistema reprodutivo do animal pelo sangue ou pela lambedura da mucosa vaginal de infectados em saudáveis. Devido ao maior número do parasito no útero das vacas, os principais meios de eliminação e contaminação do ambiente são por abortos, corrimentos vaginais e restos placentários na pastagem.

A Brucelose também pode se alojar em tecidos mamários e sistema reprodutor masculino, assim contaminando bezerros jovens que iram disseminar os patógenos pelas fezes. No caso de machos, são raros os casos da disseminação por eles, pois na monta natural as barreiras naturais da vagina dificultam a colonização do útero pelo parasito e em inseminações artificiais as empresas e fazendas que vendem as ampolas de sêmen devem fazer exames para detectar esse patógeno nos reprodutores do plantel e sêmen vendido.

Os principais sintomas e sinais clínicos da doença em vacas são: o aborto a partir do sexto mês de gestação; natimortos ou nascimento de bezerros fracos; corrimentos vaginais; inflamação de articulações; e também tendo como outras consequências a infertilidade temporária ou permanente e retenção de placenta. Já em touros, o principal sintoma é a orquite, a qual se trata da inflamação dos testículos, levando a infertilidade.

Além dos problemas reprodutivos em bovinos, a Brucelose pode infectar humanos, caracterizando uma zoonose. Os principais sintomas em humanos são: Febre, mal-estar, sudorese, calafrios, fraqueza, perda de peso e dores por todo corpo. Devido aos sintomas serem inespecíficos, é de difícil diagnostico em humanos, acometendo principalmente veterinários e trabalhadores de fazendas que possuem grande contato com animais infectados, mais também pode ser transmitida por produtos lácteos e carne crua, possibilitando a infecção de quem ingerir esses alimentos.

O diagnostico consiste no estudo do histórico da fazenda (fazendas com altos índices de aborto e problemas reprodutivos devem considerar Brucelose como uma possível causa), sinais clínicos dos animais e realizar o diagnostico definitivo com testes sorológicos e bacteriológicos, além de investigar a existência de outras patologias que possuem sintomatologia semelhante.

Infelizmente, ainda não há qualquer tipo de tratamento conhecido para cura de animais com Brucelose, sendo o seu controle e profilaxia as maneiras mais efetivas para combater a patologia. Dentre as medidas profiláticas para o controle da brucelose temos: a vacinação de fêmeas entre 3 e 8 meses de idade (utilização da vacina B19); realização de exames do rebanho anualmente e de vacas abortivas; sacrifício de animais soropositivos; isolamento das vacas que abortaram (e retorno destas ao rebanho apenas após resultado soronegativo); eliminação de material proveniente do abortamento; descontaminação com cal ou creolina todo o material que teve contato com o feto, membranas fetais e líquidos; e por fim, somente adquirir animais de propriedades sabidamente livres da doença por meio de diagnóstico definitivo.

Tendo em vista os grandes prejuízos que podem ser causados pela Brucelose na produção de corte e leiteira, é de extrema importância que os produtores se conscientizem do manejo sanitário adequado, adotando as medidas profiláticas corretas, as quais garantirão a saúde de seu rebanho e o sucesso de sua produção, visto que estimativas apontam que a Brucelose é responsável pela perda de cerca de 25% de toda a produção leiteira e de corte.

Possui dificuldades com o manejo sanitário ou não sabe como melhorá-lo?

Possuem altos indicies de aborto e desconhece a causa?

Entre em contato para solucionarmos juntos!

Referências:

http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/VYCMGJ4XfZ846Wr_2013-6-19-11-33-43.pdf

https://tecnologianocampo.com.br/brucelose-bovina/

http://saude.gov.br/saude-de-a-z/brucelose-humana#:~:text=A%20brucelose% 20humana% 20%C3%A9%20uma,apenas%20alguns%20dos%20poss%C3%ADveis%20hospedeiros.

http://www.infobibos.com/Artigos/2009_1/Brucelose/index.htm#:~:text=A%20brucelose%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20transmitida,sendo%20utilizada%20a%20vacina%20B19.03

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