Vacinação em Equinos: entenda a importância e as recomendações a serem seguidas

Os equinos, assim como outras espécies de animais, estão sujeitos a infecções por diversos agentes etiológicos, sendo eles vírus e bactérias. Essa espécie é usada em diversas competições e esportes, o que acarreta no transporte constante e o contato com outros animais. Esses fatores estimulam a disseminação de diversas doenças infectocontagiosas.

Com o objetivo de diminuir perdas econômicas diversas estratégias para prevenção dessas doenças podem ser tomadas, sendo elas: higiene rigorosa das instalações, diminuição do número de animais na propriedade, controle de ecto e endoparasitas, etc. No entanto, nenhuma dessas estratégias se mostrou tão eficaz quanto à vacinação.

 

 http://www.porforadaspistas.com.br/saude-animal-temporada-de-vacinacao-em-equinos/ 

 

 

Um programa de vacinação nos equinos é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar animal. Além disso, um bom investimento em vacinas de boa qualidade previne doenças e perdas econômicas futuras, evitando gastos com tratamentos e até perdas na produção, uma vez que algumas dessas doenças podem causar aborto e levar os animais á óbito.

Podemos dividir um programa de imunização em três grupos, sendo eles de vacinação imprescindível, vacinação necessária e o de vacinação com indicação de um médico veterinário. No primeiro grupo se encontram doenças com alto índice de mortalidade e que, além disso, podem ser zoonoses e ocasionar danos a saúde pública, sendo elas: raiva, tétano e encefalomielites. No grupo de vacinação necessária se encontram as doenças muito contagiosas, como influenza e herpes vírus. Já no último grupo, a vacinação com indicação de um médico veterinário acontece em locais com situações específicas, não estando presentes em todos os rebanhos, sendo essas leptospirose e garrotilho. Vale ressaltar que todas essas doenças citadas podem ser evitadas e ter seus sintomas minimizados com um esquema de vacinação adequado.

A vacinação dos equinos no Brasil segue as normas do Programa Nacional de Sanidade de Equinos (PNSE). No entanto, o programa de imunização pode variar conforme a localização da tropa, o tipo de atividade realizada pelo animal e em casos de epidemias. Sendo assim, não há épocas do ano específicas para vacinação e cada médico veterinário deve seguir o PNSE adequando-o conforme a necessidade da tropa com a qual ele trabalha.

No PNSE é padronizado para a vacinação que todos os programas devem respeitar quesitos como quantidade e intervalo entre as doses e seguir o recomendado para os reforços de cada vacina. Sendo assim, a primeira dose da tríplice viral que contém a vacina de Tétano, Influenza e Encefalomielite deve ocorrer na desmama com a segunda dose 30 dias após a primeira, sendo obrigatório o reforço anual. Para as vacinas de Raiva e Rinopneumonite a primeira dose deve ser feita logo após o desmame seguida da segunda dose 30 dias após, neste caso o diferencial é que o reforço pode ser realizado conforme a necessidade da tropa, podendo ser aplicado uma dose a cada 6 meses. Para éguas prenhas ambas vacinas citadas anteriormente devem ser feitas anualmente, com a aplicação da vacina de Rinopneumonite (EHV-1 e EHV-4) no 5°, 7° e 9° mês de gestação. Tabela abaixo retirada do site da Ourofino para realização das aplicações. 

 

 

https://www.ourofinosaudeanimal.com/perguntas-frequentes/equinos/qual-e-o-calendario-vacinal-em-equinos/

 

 

 

Vale ressaltar que um fator muito importante e que pode interferir na qualidade das vacinas é seguir as recomendações do fabricante em relação à manutenção das vacinas sobre refrigeração em temperatura adequada, tanto no armazenamento quanto no transporte.

Quando vacinamos um animal com algum desequilíbrio nutricional ou hormonal a resposta imune pode não ser eficiente, o que o deixa susceptível a contrair as doenças para as quais foi vacinado. Portanto, no momento da vacinação o cavalo deve estar livre de vermes e carrapatos e seguindo um programa nutricional adequado para sua raça, idade, sexo e atividade física. Animais que apresentem alguma enfermidade devem estar completamente recuperados antes de serem vacinados.

Além de tudo, o proprietário deve estar ciente de que a vacina pode minimizar os riscos da infecção, mas não é capaz de prevenir patologias em todas as circunstâncias. Um bom programa de vacinação deve estar sempre alinhado com um bom programa de manejo alimentar e sanitário para garantir a completa saúde e bem-estar dos animais.

A EMVEP Jr. oferece consultoria nas áreas de manejo alimentar, sanitário e programas vacinais. Ficou com dúvidas ou tem interesse de aplicar um programa vacinal na sua tropa? Entre em contato!

 

Referências:

FERRAZ, Luis Eduardo. A importância da vacinação preventiva em equinos. 2014.

Disponível em: http://www.vencofarma.com.br/common/uploads/artigos/113a98ef4af1768ea8df1e80e298fdf15871.pdf. Acesso em: 03 abr. 2020.

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL – SENAR (Brasília). Equideocultura: manejo e alimentação. 2018. Disponível em:https://www.cnabrasil.org.br/assets/arquivos/185-EQUIDEOS.pdf. Acesso em: 5 abr. 2020.https://www.vencofarma.com.br/common/uploads/artigos/113a98ef4af1768ea8df1e80e298fdf15871.pdfhttp://www.porforadaspistas.com.br/saude-animal-temporada-de-vacinacao-em-equinos/https://www.comprerural.com/vacinacao-em-equinos-quais-sao-necessarias/

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September 4, 2020

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