Somente em Santa Maria, na primeira etapa da campanha, 100 mil animais devem ser vacinados contra a febre aftosa.

Lauro Alves / Agencia RBS.

 

         A Febre Aftosa é uma doença viral a qual causa febre e aparecimento de vesículas (aftas) principalmente na boca e pés ou na fenda dos cascos dos animais acometidos. Existem 7 tipos que causam sintomatologia semelhante, os quais podem ser transmitidos por via aérea, pelo fluido dentro das vesículas, saliva, leite e fezes dos infectados.
        Os bovinos, ovinos, suínos e caprinos são susceptíveis, representando um perigo para os vários tipos de produção animal, além de as espécies de animais silvestres de cascos fendidos serem suscetíveis podem atuar como reservatório e disseminadores do vírus.
     Todo produtor que possuir suspeita de um animal acometido deve obrigatoriamente e imediatamente notificar o serviço veterinário oficial mais próximo, sendo apena os órgãos oficiais do governo capacitados em fazer exames e dar o diagnóstico de febre aftosa. O produtor deve ter conhecimento da sintomatologia da doença para notificar a suspeita. A partir da notificação, o serviço veterinário vai até a fazenda interdita a movimentação de pessoas, animais, objetos e avalia se os animais realmente apresentam sintomatologia da doença, para então realizar exames laboratoriais. Com os resultados do exame, a fazenda pode ser liberada ou declarada como foco de Febre Aftosa, onde será estabelecida uma zona de quarentena e de vigilância seguida por uma desinfecção da fazenda, avaliação para compensação do produtor, sacrifício sanitário dos animais e eliminação da carcaça para inativação do vírus, e monitoramento da região até ser considerado área livre de febre aftosa.
              Para prevenir a febre aftosa no Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) disponibiliza diversos relatórios técnicos e um banco de dados que auxiliam os produtores na prevenção dessa doença. Esses dados também orientam sobre o comércio de vacinas e oferece um plano de ação para a prevenção da doença. O “Plano de Ação” oferece um conjunto de instruções que devem ser seguidas quando ocorrerem emergências veterinárias, que vão desde a notificação da suspeita até seu controle e erradicação.
           Todos os anos o MAPA fornece um calendário de vacinação para todos os produtores de bovinos e bubalinos, sendo esse nos meses de maio e novembro. Algumas recomendações que sugeridas são: exigir sempre a nota fiscal quando comprar vacinas em estabelecimentos agropecuários; manter os medicamentos refrigerados enquanto não se realiza a aplicação; realizar a vacinação nos horários mais frescos do dia, de maneira calma a fim de evitar o estresse dos animais; trocar a agulha da pistola que deve ser esterilizada a cada 10 aplicações e aplicar na tábua do pescoço do animal que deve estar contido a fim desse não se machucar. Logo após a aplicação das vacinas o produtor deve procurar a Secretaria Municipal de Agricultura com as notas fiscais, o Certificado de Vacinação contra a Febre Aftosa, o CPF e a quantidade de animais que foram vacinados. É importante que o produtor esteja cadastrado na Agência de Defesa Agropecuária do seu respectivo Estado.
           Em todos os Estados e no Distrito Federal, todos os animais de até 24 meses de idade devem ser vacinados no segundo semestre de cada ano, enquanto que no primeiro semestre são vacinados os animais das demais idades. 

         Com a criação do Programa Nacional para Erradicação da Febre Aftosa em 2017, o MAPA criou o Plano Estratégico do PNEFA, que previne a suspensão completa da vacinação no país e o reconhecimento internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação até 2023. Esse plano tem como principal objetivo criar e manter as condições sustentáveis que garantem o reconhecimento de país livre de febre aftosa e tende a ampliar as zonas livres sem vacinação.

          No segundo semestre de 2019 o Estado de São Paulo vacinou 99,58% do seu rebanho de bovinos e bubalinos, segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), imunizando assim cerca de 4.404.711 animais de até 24 meses de idade. Já no Brasil inteiro, esse número chegou a 98,35% o equivalente a 84,13 milhões de animais.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Conselho Regional deMedicina Veterinária do Estado de São Paulo


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September 4, 2020

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