Texto elaborado pela Materiais Júnior, empresa Júnior do curso de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que realiza projetos de consultoria voltados a atender micro e pequenas empresas, aplicando a Engenharia de Materiais. Para saber mais sobre seus serviços, acesse: http://www.dema.ufscar.br/materiaisjr/

 

 

 

Criada com a finalidade de proteger, conter e viabilizar o transporte dos produtos, atualmente, as embalagens também tem outras funções como: o aumento de vida do produto nas prateleiras, o aumento de proteção e segurança, mantendo o produto fresco por mais tempo, tornando a embalagem mais prática e funcional, melhorando a reutilização e a reciclagem, a apresentação, a contextualização da embalagem ao estilo de vida do usuário e sendo sustentável ou de fonte renovável. É também uma ferramenta importante de marketing, colaborando para o fortalecimento da imagem da marca, assim, tendo o poder de influenciar o consumidor, interferindo na decisão de compra.

Atualmente existem novas tendências de embalagens no mercado denominadas de embalagens “ativas” e embalagens “inteligentes”.

  • Embalagens ativas podem ser definidas como o tipo de embalagem que muda as condições do ambiente que cerca o alimento para prolongar a sua vida útil, manter as propriedades sensoriais e de segurança, enquanto conserva a qualidade do alimento.

  • Embalagens inteligentes formam um sistema que monitora as condições do alimento em tempo real, gerando informações sobre sua qualidade durante o transporte e armazenagem. Exemplos são os indicadores de temperatura, frescor, microrganismos patogênicos, oxigênio, além de sensores e biossensores.

A aplicação dessas embalagens em alimentos proporciona um aumento significativo da quantidade de informações que o consumidor pode obter por meio da embalagem e também facilita a transmissão, pois a qualidade do produto pode ser informada apenas pela coloração da etiqueta presente na embalagem. Outro tipo de embalagem presente nos mercados atualmente são as embalagens biodegradáveis.

  • Biodegradabilidade é a capacidade de um material ser degradado sob a ação de elementos vivos, sendo necessário levar em consideração o meio onde ocorrem as reações para que a biodegradação aconteça.

 

 

 

Principais tipos de embalagens no mercado

  • Vidro

O vidro é um dos mais antigos materiais de embalagem. Apresenta características como boa inerticidade, excelente barreira contra os gases, aromas e reciclabilidade. Entretanto, seu custo, peso elevado e sua fragilidade fazem com que este material seja menos utilizado em comparação a outros, a exemplo do plástico.

Além disso, as embalagens de vidro podem apresentar diversos problemas como: problemas de vedação (efetuada, normalmente, por tampa metálica e vedante), comprometendo a hermeticidade da embalagem. Seu uso como embalagem demanda alguns cuidados como garantia do sistema de fechamento/vedação correto e pigmentação ou uso de filtro UV.

Por serem facilmente higienizados, podem ser reutilizados, permitindo a redução de custos, como no caso de cervejas.

  • Metálicas

As embalagens metálicas são usadas há bastante tempo, desde 1810 e são destinadas principalmente a produtos tratados termicamente, devido à sua boa resistência a altas pressões e temperaturas e também por sua estabilidade mecânica. As principais embalagens metálicas são constituídas basicamente de aço ou alumínio. Essas embalagens possuem inúmeras vantagens, dentre elas podemos destacar: boa barreira a gases e vapor de água, proteção contra luz e estabilidade mecânica. Além de permitir o processamento do alimento após ser embalado, isso faz com que haja uma redução no risco de contaminação e deterioração do produto após o processamento.

As embalagens metálicas não são tão inertes como o vidro, a interação embalagem-alimento pode ser minimizada por intermédio do uso de vernizes adequados que evitam a passagem do metal para o alimento e sua corrosão, principalmente quando o material embalado contém ácido. Porém ainda existe outras desvantagens das embalagens metálicas, a exemplo do alto custo e peso (quando comparado a embalagens plásticas) como também falta de visualização do produto.

Portanto, a melhoria dessas embalagens é feita constantemente pela indústria, principalmente por meio do desenvolvimento de vernizes mais eficientes, novos desenhos e reduções de espessura da folha metálica.

 

 

  • Celulósicas 

As embalagens celulósicas geralmente são empregadas para contato direto com alimentos em conjunto com outros materiais, a exemplo dos filmes plásticos, ceras e parafinas. Quando não revestidas são empregadas principalmente para embalagem de produtos sólidos secos, como os farináceos, devido à grande suscetibilidade dos materiais celulósicos à umidade, ou no contato breve, como em fast food.

  • Plásticas

As embalagens plásticas são confeccionadas a base de polímeros orgânicos originários do petróleo. Seu uso no mercado de embalagens tem crescido profundamente, em detrimento dos demais tipos de embalagens, o que pode ser atribuído à melhoria contínua dos plásticos, ampla versatilidade e baixo custo. As qualidades dos polímeros são transformadas em função de sua estrutura química. Na maioria das vezes, a combinação de mais de um polímero minimiza as deficiências individuais, permitindo a utilização de menores espessuras para constituição da embalagem apresentar uma boa barreira ou não à passagem de gases, em função da espessura e do tipo de polímero que constitui a embalagem.

O impedimento da passagem da luz pode ser obtido por pigmentação ou metalização da embalagem. A passagem de compostos das embalagens plásticas para os alimentos pode ser apenas uma crítica, porém, precisa ser avaliada nas condições de uso da embalagem, para garantir que a mesma não apresente riscos ao consumo.

Características como versatilidade de formas e tamanhos, baixo peso, possuir menor custo de produção, menor gasto de energia para produção e transporte, as embalagens plásticas se tornaram o tipo de embalagem com maior utilização no mercado brasileiro atual.

A conservação de alimentos nas embalagens citadas acima é realizada por meio de processos que adiam ou previnem a ocorrência de reações físico-químicas, bioquímicas e microbiológicas, responsáveis pela degradação e alterações dos mesmos.

Os principais processos utilizados na conservação dos alimentos são:

  • Redução na concentração de água, por meio de secagem e desidratação, e uso de resfriamento e congelamento, que reduzem a velocidade das reações.

  • Aplicação tratamentos térmicos, como pasteurização e esterilização, que inativa microrganismos e enzimas capazes de deteriorar o alimento, e redução de pH (acidificação), seguida de tratamento térmico, que restringe o crescimento de microrganismos.

 

 

Nitidamente, o engenheiro de materiais tem um campo extremamente amplo no desenvolvimento de novas embalagens ou aprimoramento das já existentes, tendo em vista que esse é um mercado crescente e necessita de constate inovação.

 

Gostaria de saber mais sobre embalagens ou precisa de ajuda para tirar sua ideia do papel? Entre em contato conosco!

 

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